A justiça de Deus e
a justiça dos homens!
Se a
vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis
no reino dos céus. Mat. 5 -20. Existem algumas
condições estabelecidas por Jesus para que você se torne um cidadão do Seu
reino, e uma delas é esta – que se a nossa justiça ao ser
comparada com a justiça dos fariseus (religiosos), a supere e muito. Portanto é
de suma importância entendermos que a justiça de Deus
nada tem haver com a justiça dos homens.
A
justiça de Deus não está contaminada com sentimentos de ódio, rancor,
rivalidade, competitividade muito menos de vingança, antes está fundamentada no
amor que promove a paz entre os homens e entre os homens e Deus, ao contrário
da justiça dos homens que promove desavenças e semeia a discórdia entre os
homens.
A
justiça de Deus tem como pressuposto da sua integridade o tratamento dos homens
com equidade e mansidão, não fazendo acepção de pessoas, contudo a justiça dos
homens é impiedosa, leviana, tirânica e hipócrita.
A
justiça de Deus faz o seu sol nascer e a sua chuva cair sobre justos e ímpios
dando assim oportunidades iguais para todos lograrem êxito na vida, ou seja, o
que Deus faz é dá as oportunidades para todos indistintamente, agora se os
filhos das trevas são mais competentes do que os filhos da luz, paciência.
Aliás, a justiça dos homens ensina que nestes últimos tempos Deus está tirando
riquezas das mãos de ímpios e dando a justos. Isto é bizarro, se não chegar a
ser cômico.
A
justiça de Deus é misericordiosa, imparcial e não sofre tráfico de influências.
A justiça dos homens é manipulável, tendenciosa e tem o seu preço.
A
justiça de Deus não se impressiona e nem se deixa influenciar pelo show, pelas
fumaças, pelas performances, pelos relatórios, pelas pregações, pelos textos (inclusive
com este), pelos sacos de cinzas, pelo bater orgulhosamente no peito dizendo -
Pai eu não sou como aquele, pelos dízimos e ofertas, pelos jejuns e etc. Se assim
não fosse não haveria motivo para Jesus dizer – apartai-vos de mim vós que
praticais a iniqüidade (injustiça). Como pode alguém expulsar demônios, curar
enfermos, pregar para milhares de pessoas e mesmo assim praticar a iniqüidade
(injustiça)? Somente a justiça de Deus que é livre de toda influência do mal e
que vê as mais íntimas motivações do coração do homem para perceber, determinar
e aplicar este forte julgamento. A justiça dos homens sim, esta se impressiona
fácil com a dissimulação e com a farsa dos homens.
A
justiça de Deus ensina que seremos conhecidos pelo amor que amamos uns aos outros.
A justiça dos homens é feita pela desconfiança e interesses pessoais.
Pobre
daquele que, com o coração cheio de sentimento de vingança, ódio e rancor, ora
a Deus pedindo para que a justiça divina seja feita, confundindo a justiça de
Deus com a justiça (vingança) dos homens. O que o povo cristão deve entender é
que a justiça no seu sentido literal nada compartilha com a vingança, pelo
contrário, o que a palavra de Deus nos ensina é o oposto disto.
Concluo
este pequeno texto com o que diz Tiago – Ora, o fruto da justiça semeia-se em
paz para os que promovem a paz. E mais – Sabei isto
amados irmãos: todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio
para se irar, pois a ira do homem não opera a justiça de Deus. Pelo que,
despojando-vos de toda impureza e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão
a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.
Carlos
André Gomes Silva