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A Paz não é uma alternativa!

Já há algumas semanas que o noticiário internacional é quase monolítico em sua temática sobre uma eventual, ou inevitável, guerra protagonizada pelos EUA e Inglaterra, contra, o que o Presidente dos americanos, o Sr George Bush, chama de “o Eixo do Mal”: o Iraque de Saddam Hussein.

Lendo aqui e ali sobre a opinião de pessoas, podemos identificar certas “razões” que são apontadas pelos diversos meios de comunicação e por analistas, como as justificativas que a Casa Branca teria para este embate extremo. Vamos procurar sintetizar estas “razões” e, assim, poder apresentar os contrapontos sob a égide, primeiramente das forças políticas, sociais e culturais que se opoem à guerra e segundo pelo que entendemos como princípios éticos cristãos, que nos colocam em posição diametralmente oposta a esta solução da irracionalidade.

Apresentaremos os motivos para a guerra não por ordem hierárquica ou mesmo sendo entendido por um conjunto de fatores co-dependentes apontados por todos os meios, mas pontos de vistas que destacam um ou mais motivos, aleatoriamente, por aqueles que pretendem trazer uma análise especializada sobre os fatos. Assim, segue a lista das “razões” para a guerra.

1 – Interesses Econômicos: o Iraque possui a segunda maior reserva mundial de petróleo, do mundo. O petróleo continua sendo um precioso, raro e esgotável produto, que tem sido usado como moeda no jogo de interesses político e econômico internacional. O controle das reservas, da extração, do preço e do consumo é um fator vital na estratégia de poder do comércio internacional, num mundo sem embates políticos ideológicos. O interesse pela guerra com a finalidade de estabelecer controle sobre o petróleo é a tese apresentada por Thomas L. Friedman do New York Times. A mesma razão que está levando os EUA e Inglaterra a utilizar a força bélica para obter mais controle sobre o petróleo, o Iraque usou no passado contra o Irã e o Kuwait, embora travestidos de outros motivos e estimulados em certos momentos por interesses externos.

2 – Segurança Internacional: O Iraque conforme afirmam os americanos e ingleses, e suspeitam os inspetores da ONU, detém armas de extermínio em massa, como por exemplo: artefatos nucleares, armas químicas e bacteriológicas e mísseis de longo alcance, além de financiar e acobertar ações terroristas do mundo islâmico. Estas armas, muitas vezes foram vendidas pelos mesmos países que hoje exigem sua destruição. O regime de Saddam Hussein tem retardado a ação dos inspetores da ONU, que desejam verificar as fábricas de tais armamentos e com isto propor que sejam inutilizadas. Os EUA que se julgam, por auto-proclamação e auto-determinação, os defensores do mundo ocidental, portanto, se dão o direito de agir pela força para garantir que estes artefatos sejam destruídos e que haja um desarmamento unilateral do Iraque, conforme nos apresenta Sam Tanenhaus, do New York Times, comentando sobre as opiniões de Robert Kagan, ao dizer: ‘Graças ao repúdio europeu da "política do poder", aperfeiçoada pela própria Europa há dois séculos, os Estados Unidos estão sozinhos como o xerife de arma em punho em um mundo "onde a segurança e a defesa verdadeiras e a promoção de uma ordem liberal dependerão da posse e do uso de poder militar"’.

Diante de tudo isto, não podemos e não devemos esquecer, que o país que detém o maior e mais destrutivo arsenal bélico, nuclear, químico e de destruição em massa é os EUA, e que não permitem que inspetores internacionais vasculhem seus laboratórios, fábricas, depósitos e artefatos, e muito menos está disposto a desfazer-se deles. Somando a isto, desconfia-se que a CIA, a agência Norte Americana de espionagem, também atuou, e atua, no financiamento, treinamento, planejamento e execução de atividades não éticas, em diversos países do mundo.

3 – Novo Século Americano: Seguindo a linha de entendimento sobre a política externa americana, seus fundamentos filosóficos e a intenção final deste projeto, o jornalista britânico Paul Reynolds da BBC de Londres, apresenta sua análise dizendo que “os americanos vão à guerra de qualquer jeito...A decisão mostra o futuro...o futuro é a Potentia Americana.” Para tanto o Sr Robert Kagan desenvolveu um projeto chamado “Novo Século Americano” com o objetivo de “promover a liderança global dos EUA”, onde eles “têm a determinação para desenhar um novo século favorável aos princípios e interesses americanos”, sendo que “é necessário uma força militar poderosa...uma política externa que promova os interesses americanos de forma clara e com um propósito...e uma liderança nacional...”. O que vemos é uma Nova Roma e um Novo César, surgindo e determinando quem são os bons e quem são os maus.

4 – Geografia: O Iraque é cortado por dois rios, o Tigre e o Eufrates, que afetam o clima e são responsáveis pela irrigação dos territórios turcos, iraquianos e influenciam também o Irã. O controle da região pode significar uma justiça maior na distribuição dos recursos hídricos.

5 – Interesses Humanitários: O regime de Saddam Hussein tem utilizado todos os meios para exterminar grupos opositores, ou mesmo grupos étnicos e religiosos. Para tanto Bagdá, no passado, testou armas bacteriológicas em minorias curdas e promoveu uma verdadeira “caça as bruxas” contra os opositores de seu governo autoritário. Saddam Hussein amalgama a cultura árabe, com idéias stalinistas e métodos macartistas.

6 – Razões Religiosas: A Revista Veja em sua edição 1.791 de 26 de fevereiro de 2003, numa matéria escrita por Vilma Gryzinski, trouxe uma nova e inusitada possibilidade para explicar as razões do porque da guerra. Segundo ela, Bush estaria agindo baseado em princípios maniqueístas e messiânicos, insuflado por conservadores republicanos e pela igreja ultra-direitista. Também lemos a mesma retórica num texto de Arnaldo Jabor, no dia 1 de fevereiro de 2003, no Caderno 2 de O Estado de São Paulo.

Estes dois textos mais parecem um eco iluminista, uma retomada, ou releitura de um discurso inspirado em Augusto Conte, do que uma razão séria que deva ser tomada como referencial para o entendimento do assunto. Coloca-se a Bíblia e o Alcorão como fonte inspiradora deste embate, e o fanatismo cristão em oposição ao fanatismo islâmico. Nos parece obvio que como força de retórica e busca de apoio de grupos radicais, ou convergência de interesses, pode-se adotar, como estereótipo discursivo, a pregação religiosa prostituída, mas nunca assumir como motivo ou razão para conduzir a maior nação democrática mundial a uma guerra. Esta forma simplista de ver o conflito nada mais é do que um ranço humanista diante de seus próprios dilemas e angústias, geradas por modelos não auto-reguladores, que possibilitam sua auto-antropofagia ideológica.

7 – Idiossincrasia Nacional: Há indicadores que apontam para o fato que os EUA estão em declínio científico e tecnológico, num esgotamento de sua capacidade interna de se reinventar, assim como a economia demonstra sinais de fragilidade e perda dos ideais éticos nacionais, como exemplo os escândalos contábeis em Wall Street. A guerra passa a ser, tal qual a deliberação unânime proporcionada pelo horrendo dia 11 de setembro, uma possibilidade de convergência nacional, que leve a uma nova dinâmica produtiva. Este efeito já foi testado e aprovado na Segunda Guerra, na Coréia, no Kuwait, no Afeganistão e na Iugoslávia. O analista Norman Mailer (Jornal O Estado de São Paulo, 02 de fevereiro de 2003) propõe a hipótese de que os conservadores concluíram que a única forma de tirar os EUA do declínio é tornar esta nação num regime com maior presença militar e rumar para um império mundial.

De fato podemos perceber que há “razões” motivadas por interesses de poder político, de controle econômico, de vitalidade nacional e há pontos de vistas que não sustentam em si mesmos agentes motivadores e sustentadores para a questão da guerra, antes são especulações infundadas. Enquanto o Pentágono e os analistas tentam imaginar uma “razão” plausível, ou em explicação sustentável, para que a nação mais rica do planeta confronte um país como o Iraque, outras nações, lideradas pela França e Alemanha, e ainda grupos pacifistas e supra nacionais, vem se fortalecendo em sua determinação contra a guerra.

Algumas vozes tentam misturar o ímpeto do “give peace a chance”, com a superficialidade irresponsável, procurando afogar este esforço pela paz no caldo do antiamericanismo irracional. A retórica toda parte do pressuposto que se não fosse os EUA e o Sr George Bush, os protagonistas desta empreitada pela violência institucional, então haveria maior apoio da comunidade internacional, de intelectuais e da sociedade. É uma leitura banal de um posicionamento muito mais engajado numa postura em ideais. É uma tentativa de desacreditar uma iniciativa democrática, criando fissuras em seus fundamentos filosóficos e motivacionais de ação.

Acredita-se na paz por razões supremas e não por partidarismo emocional, como se estivéssemos num campo de futebol torcendo por este ou por aquele time, ou mesmo contra este ou aquele. A paz passa a ser um princípio absoluto e não relativo. A paz não é uma alternativa, antes, a alternativa que sobre o que se erguem as possibilidades. A paz é uma premissa inegociável, justificada em si mesma. Um patrimônio fundamental para a construção do futuro.

Além de haver uma confiança que a paz é um recurso filosófico bastante suficiente para estancar este rolo compressor bélico, há a evidente disparidade de forças e o desequilíbrio entre a “doença” e o “remédio”. O princípio legal que deve ser evocado é o da legítima defesa, ou seja, o agredido tem o direito de proteger-se diante da agressão, desde que a força, o ímpeto e os recursos utilizados, na resposta, sejam de grandeza similar. Em outras palavras, caso sejamos atacados por alguém que está portando uma arma branca, não será considerado legítima defesa caso nos defendamos com o uso de um canhão.

No caso da indesejável guerra entre os EUA e o Iraque, além da disparidade dos recursos bélicos, ainda há agravante de que não houve agressão, mas apenas uma suposição da possibilidade da agressão, em outras palavras, o Iraque não agrediu diretamente os EUA, mas poderá ser agredido pelo fato de possuir recursos que um dia talvez possam ser utilizados numa possível agressão. É ser julgado culpado por um crime que ainda não cometeu, mas que poderia vir a cometer. É uma cena hollywoodiana encenada no filme “Minority Report”.

A posição hegemônica, nos campos econômico e militar, de uma nação dentro do cenário mundial, não confere a ela o direito de legislar sobre toda a humanidade e em estabelecendo juízo, determinar a sanção, colocando-se, eles mesmos, como que acima do bem e do mal. De fato temos visto uma postura no comércio internacional, na questão do meio ambiente e agora na problemática do armamento, que aquele que mais possui, está menos disposto a colaborar e mais requer adequação internacional a si mesmo. As referências, em toda a agenda internacional, são os interesses americanos.

As soberanias nacionais, que já estão “sub judice” diante da globalização neoliberal, cujo patronato é americano e britânico, estariam absolutamente comprometidas, em face de uma nova jurisprudência internacional, diante da determinação do estado romano em fazer valer seus direitos, baseados em seu próprio código de bem estar, de seus interesses próprios. O precedente trágico, caso houvesse silêncio e conivência das nações que devem estabelecer o contrapeso é a permissividade a sanção baseada no direito do mais forte, sobre o menor. O direito internacional poderia tender ser feito pela ótica dos poderosos, escancaradamente.

Estamos diante de uma questão crucial para o ajuste e aprimoramento das relações entre os povos. Desde o fim de Segunda Guerra, a ONU tem sido um agente internacional que “azeita” as relações entre nações, visando reduzir o risco de conflitos armados, pela negociação e ordem internacional. Neste instante estamos diante de duas alternativas básicas: a consolidação deste modelo ou a ruptura entre a arrogante auto-suficiência norte americana e as Nações Remanescentes.

Enquanto a ONU procura cumprir e esgotar todas as possibilidades negociadas, liderada pela voz discordante da França e Alemanha, os americanos e ingleses deliberaram que a guerra é a única alternativa em pauta.

A “não guerra” não vem somente de líderes de potências mundiais, mas também do desejo de nações inteiras. No Japão 84% das pessoas dizem não à guerra e na Inglaterra esta cifra sobe para 90%. Mesmo nos EUA há atividades populares, de intelectuais e de astros do cinema como Dustin Hoffman, dizendo não à guerra. Não é uma infantilidade antiamericana, mas um ato responsável anti-guerra.

Toda esta retórica do Bush nos parece a mais valia de um princípio tirano, absolutista: “aos amigos, tudo; aos inimigos, nada; aos demais, a lei”.

Mas, se o fato de uma nação possuir armamentos nucleares e mísseis balísticos, uma propensão ao fanatismo ideológico, conflitos fronteiriços, antipatia aos direitos humanos, falta de democracia, então porque a Coréia do Norte, China, Paquistão e Indonésia não estão também sofrendo, neste instante, o assédio americano? Outra questão é porque não há reciprocidade?

O governo americano já planeja o “day after” da guerra, estabelecendo check list de ações para a determinação da Pax Americana no Iraque. Perfil do governante, tipo de democracia, controle dos recursos naturais (petróleo) e a reconstrução da infra-estrutura nacional. Tal qual foi feito no Kuwait, somente as empreiteiras dos EUA estão pré-qualificadas ao esforço de reconstrução daquele país. Ou seja, o saldo final da destruição de um país e a morte de milhares de civis iraquianos, será a geração de milhares de empregos para norte-americanos. O budget para este esforço do pós-guerra é algo que gira entre 200 bilhões a 700 bilhões de dólares.

Ao fim ainda ecoará a questão: esta ação tirana amainará a violência e o terrorismo internacional, ou simplesmente será como jogar brasa incandescente num tanque de gasolina? Cremos mesmo que a paz e a justiça serão alcançadas por meio de projetos, doutrinas e ideologias que valorizam as armas e a unilateralidade de interesses? Achamos de fato que os povos oprimidos aceitarão a exclusão e a violência, feitas contra eles, para sempre? Calados? Impunemente?

Também a Igreja deve responder: todo o que diz Senhor, Senhor, faz a vontade de Deus? É o batismo, o jejum, a oração, ir ao culto e a leitura da Bíblia, que nos faz alinhados com o propósito de Deus e nos dá autoridade divina na terra?

Este conflito fomentado pela maior nação, que se diz, evangélica e cristã do mundo, traz à tona questões que envolvem nosso entendimento de ser cristão e o porque de dizermos não à guerra. A Igreja contemporânea que tem visto ressurgir a figura do clero infalível, da instituição eclesiástica e dos templos como sendo a casa de Deus, das indulgências travestidas nos dízimos, poderemos ser coniventes com o ressurgimento da “santa inquisição” e das “cruzadas contra os infiéis”; demônios que há muito haviam sido expurgados de nosso convívio.

A fim de sermos consistentes em nossa determinação pela paz, fazendo coro com Jesus Cristo, com os Apóstolos, com Francisco de Assis, com John Wesley e Martin Luter King, devemos ter firmes fundamentos de fé, suportados pela Palavra de Deus, dando-nos respaldo num posicionamento claro, coerente, responsável e determinado, pela paz.

O Apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo disse: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (Timóteo 6: 9 a 11).

A Igreja é o agente divino na terra, o qual é antagônico com a busca maquiavélica pela riqueza, onde o propósito e a última intenção de todos os atos humanos seja a busca inatingível pelo poder e enriquecimento. A riqueza a qualquer custo opõe-se à justiça, à piedade, à fé, ao amor, à constância e à mansidão, atributos estes de um filho de Deus, de fato.

Tiago, irmão de Jesus, escrevendo para a Igreja diz: “Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4: 1 a 4).

Esta Escritura nos fala que a guerra é fruto do desejo egoísta humano em satisfazer seus próprios deleites; é a busca por coisas que possam ampliar a capacidade egoísta em ter os anseios supridos, as carências carnais, como nos fala o Apóstolo João: “porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.” (I João 2; 16). Esta e qualquer outra guerra, sempre foi e sempre será para a satisfação da ânsia de poder de homens que se julgam provedores de riqueza humana, colocando-se no lugar do próprio Deus.

A arrogância e o desprezo pela sabedoria, tal qual temos visto, faz-nos lembrar do Provérbio de nos fala: “Todo homem arrogante é abominação ao Senhor; certamente não ficará impune. Pela misericórdia e pela verdade expia-se a iniqüidade; e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal. Quando os caminhos do homem agradam ao Senhor, faz que até os seus inimigos tenham paz com ele.” (Provérbios 16: 5 a 7). Caso sejamos de fato uma nação que teme ao Senhor e nos Seus caminhos dizemos andar, então que confiemos em Seus ditos e esperemos em Suas obras de paz.

A guerra é o legado de Caim para a humanidade, ele que assassinou seu irmão por inveja, pelo fato de Abel ter algo que ele não possuía. Quando a Bíblia nos diz que o sangue de Abel ainda fala (Hebreus 11: 4), certamente que nos fala contra a violência dos invejosos, dos arrogantes, dos que crêem que podem fazer sua vontade prevalecer pela morte.

Foi o próprio Jesus quem falou: “minha paz vos dou...” (João 14: 27). Podemos entender esta paz no que está escrito em Romanos 5: 8, quando lemos: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. Deus ofereceu paz, quando dizíamos: guerra. Esta mesma paz é requerida na Igreja, quando lemos em Colossenses 3: 15: “seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações...”, assim, o ajuizamento que devemos fazer em meio aos conflitos, passa pela ótica inegociável da paz.

A paz não é uma alternativa nos conflitos humanos, mas um princípio divino para os relacionamentos que estão afetados pela morte do pecado. Por conta desta verdade é que Jesus Cristo afirmou: “bem-aventurado os pacificadores (os promotores de paz), porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5: 9).

Somente no Século XX a humanidade viu a Primeira Grande Guerra, a Segunda Grande Guerra, a Guerra da Coréia, a Guerra do Vietnã, o Conflito na Iugoslávia, o Conflito no Kuwait, a Revolução Russa e o Stalinismo, a Revolução Chinesa de Mao Tse Tung, o Kmer Vermelho, as Guerras de Independência na África e América Latina, o Conflito Irã/Iraque, o Conflito URSS/Afeganistão, Timor Leste, etc, com a morte de milhões de inocentes, vítimas civis que se multiplicam, para que ao fim olhemos para a história e perguntemos: para que?

A voz mais alta que deve ser levantada neste início de Século XXI é: “paz na terra entre os homens, aquem Deus quer bem"