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Os Corpos
Haveria o Cristianismo caso houvesse um “corpo de Jesus”?
Este foi o tema central do filme “O Corpo”: o trabalho arqueológico de uma cientista que, supostamente, havia encontrado evidências em uma ossada que apontava para o cadáver de Jesus. Por outro lado havia um padre que procurava com zelo demonstrar que aquele “corpo” não era de Cristo, antes, aquele olhar arqueológico se tratava de mais um erro da ciência. Em meio a isto, há o jogo de interesses envolvendo grupos rivais: Israel, Palestinos, a Igreja Cristã e a Ciência.
Ampliando um pouco mais a questão, mantendo referência à pergunta anterior, colocaríamos a nova questão: Haverá Cristianismo sem a “parousia” do Corpus Christi? (acho que misturei três línguas nesta minha proposição, com intencionalidade).
Caso houvesse um “corpo de Jesus”, algumas coisas teriam sido profundamente diferentes nestes últimos 2.000 anos de Terra, Mundo, Ocidente. Alterando um pouco a referência sobre esta questão, diríamos que o Cristianismo não centrou e nem é centrado sobre o nascimento de Jesus, mas sobre a morte de Cristo, antes, e poderosamente mais importante: a ressurreição. A morte e ressurreição são, com certeza, as colunas mestras do entendimento sobre o cristianismo.
A morte, para o cristianismo, a morte de Cristo, não significa o fim, o fracasso, a impossibilidade, como diria Paul Tillich (1), a ansiedade suprema, mas, dentro da herança de Jesus, Deus não é um Deus dos mortos, mas dos vivos (2), então, a morte é precedida pela vida, desarraigada pela vida, impugnada pela vida, e esta na ressurreição; o cristianismo é uma religião da vida: do Corpo Vivo de Cristo.
Certa vez trazendo um pensamento, numa daquelas vigílias eternas – tendo somente horário para começar e findando num lugar no tempo que nunca chegou, estando lá até hoje, isto há 22 anos atrás -, afirmei pela primeira vez que o epicentro do cristianismo é a páscoa: aquela semana que encerra a Ceia, o Getsêmani, o Julgamento, a Cruz, o Sepulcro, a Ressurreição e a Ascensão. Sete fatos que alteraram o rumo da história da humanidade.
Apesar de não ser o momento e o caso de defender a Páscoa, em detrimento desta festa religiosa da cristandade que é tradicional e ritual, o Natal, gostaria de não deixar esta questão em aberto, expondo de forma livre e sintética o porque desta minha juvenil afirmação, sobre a pré-valência da Páscoa sobre o Natal: primeiramente deveremos concordar que a Páscoa precede o Natal, quando olhamos o estratagema divino, ou seja, cremos que o nascimento do Messias foi profetizado no Éden, quando Deus fala ao primeiro casal que enviaria um descendente que esmagaria a cabeça da serpente(3), ou seja, na origem do mundo o Senhor revela Jesus; mas em Apocalipse o apóstolo João diz que Cristo é o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (4), ou seja, antes da queda, antes do Éden, antes da criação, Deus fala do Cristo da Páscoa.
Em segundo lugar, o Novo Testamento, excetuando os quatro evangelhos, não falam do nascimento, tratando apenas da Cruz, da Ressurreição e do Corpo. Paulo falando do amor de Deus declara: “mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós...” (5); em outro lugar ele afirma: “se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé...” (6); e ainda podemos ler: “...se antes conhecemos a Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.” (7)
2.000 anos depois daquele tempo efervescente, como conhecer a Cristo, estando na terra, em meio a um mundo pragmático, materialista?
Por um tempo, breve, mas intenso, fiz um questionamento nos meus fundamentos dogmáticos, visando retirar tudo o que, sem lastro, estivesse servindo de base para elevar o edifício interno de crenças. Uma abordagem científica decarteana-kantiana-conteana, quando me deparei com o fato de que estava sendo mais exigente em minha abordagem radical, do que estes e outros.
Neste meu estado delirante, deparei-me com uma formulação que dizia: conhecimento é uma crença verdadeira justificada. Imagine esta frase na cabeça de um filósofo da educação contemporâneo: a verdade, nós não sabemos se ela existe, mas se existe, não temos como conhece-la! Ademais, a verdade será aquela que for útil para um grupo social crer nela. A justificativa não se dá por fundamentação, pois esta, em última análise é metafísica – filósofos pós-modernos não crêem em metafísica -, portanto a justificativa deve estar contida num conjunto de enunciados que traga em si uma coerência interna e que desejemos crer nela, ou seja, os formadores de opinião de um grupo devem estar satisfeitos com o edifício etéreo. Todos estes jogos de linguagens devem fugir do relativismo, que pode desembocar no ceticismo: prenúncio de desastre!
Além deste quebra-cabeça de letrinhas, percebi que muitas ciências são dogmáticas em sua gênesis, por exemplo, a geometria euclidiana que parte de um átomo chamado ponto: ponto é ponto, e pronto, ponto de exclamação! Reta é um alinhamento de pontos. Plano é uma reta que se move sobre um eixo (eixo?). Desta forma se constrói toda a geometria, e dela se apropria a engenharia, a arquitetura, a geografia e toda as tecnologias gráficas. O homem está indo aos confins do universo, utilizando-se do ponto: dogma-ponto!
Também Freud quando apresenta a psicanálise, parte da idéia de inconsciente. Inconsciente, o que é isto? Inconsciente é inconsciente e ponto! Espera aí, misturei novamente duas linguagens distintas. Inconsciente é o “ringue” em que estão o superego e o id, e que o ego tenta por ordem. O ego, por sua vez “está” no consciente e Sartre diz que apenas temos “consciência de”. Nem respondemos o que é inconsciente e já estamos falando do consciente! É, mas, Jung falou que temos um inconsciente coletivo e Marx disse que a ideologia está no inconsciente das pessoas. Mas o que é inconsciente? É ponto, é dogma: dogma-inconsciente!
Ora, se a matemática, a engenharia, a geografia, a editoração gráfica, a psicologia e outras logias mais se permitem estar erguidas sobre um castelo cujos fundamentos são dogmáticos, por que eu não assumo meu próprio dogmatismo cristão? Assim percebi que há muitas árvores no Éden, mas dentre as inúmeras alternativas, duas pipocavam como candidatas ao segundo turno: o relativismo cético ou a verdade fundamental.
A minha crise decarteana-kantiana-conteana serviu para entender que há Dogmas que são verdades fundamentais da fé e dogmas que são desejos, legítimos ou não, verdadeiros ou não, sinceros ou não, crenças pessoais, que visam explicar e dar sentido ao castelo teórico que estou tentando erguer, a fim de trazer segurança e sentido à minha existência, ainda que cosmético. O problema deste condomínio horizontal de fortalezas sofismáticas, cujas bases se estabeleceram nos pântanos da razão dilacerada humana, é que, não poucas vezes, não passa pelo crivo da ação de ajuizamento da experiência prática.
Por conta deste entendimento, sem o pré-conceito purista ilusório e distorcido, pude perceber que a ressurreição de Jesus Cristo abandona o campo do dogma místico e ocupa hoje o espaço da verdade fundamental: fundamento necessário e muito-suficiente para que eu seja cristão. Este, entretanto, não é o conhecimento mais complicado para mim, antes o crer ser a Igreja o Corpo Vivo de Cristo a ser manifesto, é bem mais problemático.
Sabemos que a Igreja não é uma dimensão física de se estar, antes, é uma dimensão de ser: igreja, que é eclésia, ou seja, uma assembléia de cidadãos que estabelecem legalidade para na polis, no caso, na Basiléia (reino). Esta ação eclesiástica não depende do espaço físico e tempo, pois este edifício é formado por cidadãos que ao estabelecerem conexões, erguem o santuário: a Casa de Deus. Deus habita no ser humano e este, em aliança com outros cidadãos, manifestam (parousia) Cristo. A Igreja opera na dinâmica para a parousia do Corpus Christi através da vida no mundo, definida por irmandade. (8)
Quanto mais avanço na busca de entendimento sobre a questão da parousia do Corpus Christi, mais migro do campo do saber para o campo da utopia. Não a utopia do irrealizável, mas da projeção romântica das possibilidades.
O Corpus Christi traz o sonho, a esperança, as possibilidades da visão do profeta. Num mundo de pragmatismo behaviorista, a utopia do Corpus Christi representará as trincheiras de resistência e confrontação: a loucura.
Como definir uma irmandade? Seremos irmãos por questões sanguíneas ou por opções de uma fé declarada superficialmente? Um grito sufocado, pelo egoísmo individualista, levanta-se: “em todo o tempo ama o amigo, mas na angústia se faz o irmão”.(9)
A angústia da Igreja Primitiva, que se punha a morrer em prol do sonho e do próximo, a fim de produzir vida, ainda que não em si. A riqueza dividida e a mesma vida compartilhada. Irmão Paulo, irmão Pedro, irmão João, irmão Estevão, irmã Priscila, não era cumprimento ritual da porta dos templos, era referência manifesta da disposição em pagar o preço da fé. Como havia dito Sócrates: comeram muitos quilos de sal juntos. Quando lemos que “os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (10), somos introduzidos ao conhecimento sobre o conceito do termo: Irmãos!
É na utopia e na irmandade que o Corpus Christi tem sua potencialidade da parousia, contrastando e opondo-se ao corpo do Adão-Ninrode que é animal solitário: o lupus ex homine (11) que mata a ovelha, sem culpa.
De um lado o animal homem-lobisomem expressando sua vida pela conformação em seu corpo, subproduto de seu pragmatismo materialista, individual e behaviorista, caçando como Ninrode (12) o outro, barbarizando e esquecendo os 2.000 anos de consciência que o Cristo trouxe sobre o amor, a inclusão, o acesso, a igualdade, a liberdade, o acolher o debilitado, o preferir em honra, a unidade, o companheirismo, a fidelidade, etc. Por outro lado o Corpus Christi, ao ser manifestado pela Igreja, limpa as suas feridas e as dos membros do próprio Ninrode.
Os Corpos introduzem-se como a fronteira e o desafio da era pós-moderna, como fala Lucien Sfez (13) que o corpo “seria a ‘região de resistência’ às tendências mais fortes dessa teoria” pós-moderna. O corpo é desafiador na medida que dele se pensa como o “corpo anacrônico” defasado de seu tempo; o “corpo ausente”, este que estamos no ciberespaço; e o “corpo máquina”, que carrega próteses internas e externas. Também falaríamos da relação do corpo com a cultura, a psicanálise e outras dimensões sociais compõe, da mesma forma que o corpo na sociedade tecnológica, uma rede de relações. (14)
Enfim, estamos caminhando para uma gênesis que como diz Rorty pensando sobre Derrida: “na esperança do Iluminismo - e especificamente a esperança de que os seres humanos, uma vez tendo colocado Deus e os vários substitutos de Deus de lado, podem aprender a confiar em suas próprias imaginações românticas; em suas próprias capacidades para cooperar com cada outro, para um bem comum.” (15)
O Homem Adão, corporificado, entregue a si mesmo e à sua capacidade de não se tornar um bárbaro, um Ninrode, um Stalin, um Pol Pot, um Fernandinho, que seja capaz de “criar” uma ética não ontológica, mas do corpo, que pelo corpo produza o bem comum.
Fico ainda a me perguntar: onde a ética do lupus ex homine poderá nos livrar de Hiroshimas? E de 11 de Setembro? Do produto desumano da exclusão da riqueza global àqueles que nasceram na África Negra? Da obsolescência profissional dos 40 anos? Da menina-moça reificada em sua anorexia? Da OMC que garante barreiras protecionistas aos produtos agrícolas dos ricos e impõe abertura para importação de tecnologia, aos pobres exportadores de alimentos? De líderes mundiais, que em nome da liberdade, omitem, mentem, fraudam, maquiam, enganam, quebram alianças, a fim de garantir o mega-quinhão e sobrevida de seus impérios? Da justiça que não alcança o animal rico branco, enjaulando o homem periférico?
Não é desesperança no Ser Humano, mas a incapacidade de crer no animal que se auto-divinizou. Um ser cuja ética parte da premissa de não ser em si, não se poder conhecer, não realizar a verdade, a justiça, o bem, a felicidade.
Este corpo - encabeçado por Ninrode, ou Babilônia -, já é parido, pelo Homem-deus Adão, dilacerado, sendo bios-virtus-máquina-social-cultural-tecnológico. Já nasce comprometido, como o filho da aidética, desde a pré-modernidade, rompido na verdade e realidade, no espírito e na razão, no céu e na terra; nasce sujeito em fenda, de uma razão auto-suficiente que ao interagir com a realidade não pode conhecer a verdade. Nasce no conflito, na barbárie, no burnout social. Ao animal pós-moderno – lupus ex homine – somente cabe maximizar sua existência efêmera hedonista e garantir um feudo ao seu clã.
Mas o lupus ex homine não é outro, antes está em mim. O engano, e a problemática, apresenta-se quando olhando com os olhos do fariseu, vejo no outro o cisco, sem ver a trave que está em mim. A Igreja, núcleo de autoridade divina na terra, antes, a igreja, tem defendido seus clusters e nichos institucionais, aguardando o dia final, onde o cavaleiro matará o dragão e salvará a virgem noiva que está presa na torre, levando-a para um lugar onde serão felizes para sempre, abdicando, desta forma, seu papel real de luz e sal do mundo (não do céu).
A Igreja, cuja expectativa divina é a que venha a ser o Corpus Christi visto no mundo, na vida, antes, a igreja institucional abandonou o homem, chamando-o de ímpio: chamou de mau, a quem Deus ama! Agora, em seu castelo, espera que a criatura seja precipitada para o lago de enxofre e fogo: o inferno. Morte aos pecadores! Diria o lupus ex homine religioso institucionalizado.
Dentro do homem, quer o animal pós-moderno ou o ser humano ontológico, há a referência, o direcionamento, a determinação, a vontade para a vida. O Corpo confere a legitimação da vida e é nela que o Corpo se apega para projetar a sua vida, como se ouvíssemos: Deus colocou a eternidade no coração do homem.
Paulo Ghiraldelli Jr diz que “a modernidade, para Foucault, é a época em que o poder investe no "corpo" vivo ...O homem moderno, para Foucault, é, sim, um animal "em cuja política sua vida de ser vivo está em questão”.” (16)
De forma paralela Jesus disse: “vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (17). Vida, nos termos desta frase, significa vitalidade, vigor, vida genuína, plena, vida na essência e vida ética, vida em todos os sentidos, vida ativa e determinada. Vida que envolve todos os aspectos da existência humana.
Nossa ansiedade, voltando a Tillich, por sermos um ser que temendo o não ser, anseia a morte eminente, mas, a vida teima em ressurgir, ressuscitar, em obrigar, forçar, imputar-se no meio do caos do não-ser: a vacuidade cética da morte. A vida não se opõe à morte, mas ao medo e a ansiedade, que se realiza através do amor; assim como a fé não se opõe às trevas, mas a auto-suficiência sem Deus, e isto pela manifestação do Corpus Christi.
A Igreja - o Corpus Christi a ser manifesto -, age na freqüência divina: alcança e oferece resgate ao próximo, anda a segunda milha, oferece a camisa, permite ser entregue á morte, para que a Vida seja revelada.
É na ceia que a Igreja re-lerá sua incursão no mundo e re-definirá seu papel de luz e sal, e além disto, de Corpus Christi: “isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim” (18). Paulo interpretando esta “em memória de mim” disse: “O pão que partimos não é a comunhão do Corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão.” (19)
Antes, Jesus diz que está morrendo pelos Seus discípulos e que rasgará a si mesmo, em favor de outros: seus irmãos e opositores. O mesmo Jesus exorta a Igreja, Corpus Christi, a manifestar a mesma excelência, ofertando-se por amor de muitos. A ceia deixa de ser o rito e expressa-se na qualidade de existência da Igreja: a parousia do Corpus Christi.
Podemos então voltar para a pergunta central e re-lendo-a, pensá-la um pouco: Haverá Cristianismo sem a “parousia” de Corpus Christi? Se entendermos o cristianismo como um instrumento do corpo do Adão, que opera a fim de aquietar os ânimos dos indivíduos desesperançados em sua exclusão, a partir do “canto da sereia” e das experiências emocionais na psique do animal homem, então a resposta é que este aparelho de adestramento social jaz em sua propensão ao mal e, portanto, carece ser re-desenhada à luz da realidade que demanda ser. Se entendermos o cristianismo como a expressão da Igreja, que é a Casa de Deus, não haverá outro lugar legítimo e legal a não ser, ao ser, Corpo de Cristo manifesto.
O Corpo há de ser visto não no templo e no ajuntamento dominical. O Corpo será visto na qualidade de suas alianças, seus pactos verdadeiros, realizados em práxis de honra. Na experiência cotidiana que o Corpo será percebido como o “corpo do outro homem” que está aqui. É o Corpo bios na terra, tangível e visível no mundo, que exprime, toca, tateia, ri, canta, namora, chora, sofre, cansa, engorda, emagrece, vai e vem, festeja, apaixona-se, odeia, deseja, rejeita. É o Corpo virtual que rompe as fronteiras do tempo, da forma, que está aqui e ali, é cibernético, é tecnológico, é semiótico, é conhecimento, é hiper-textual, é fluídico, é presente, é relacional, é global. É o Corpo produtivo, efetivo, ativo, que cria, desenvolve, maquina, elabora, realiza, opera, reproduz, planeja, cria técnicas. É o Corpo sócio-cultural que se ajunta na casa, no home officce, na rua, na favela, na praça, no sindicato, no campo, “dois ou três em Meu nome”, quebrando paradigmas, é hipertextual, transcultural, transdisciplinar, transicional, dialógico, inclusivo, gregário, co-dependente.
O Corpo não é a reunião de milhares, ou o pequeno grupo, ou o web site, o missionário na Amazônia, a mamãe ensinando sua filhinha a orar, o programa de rádio, de TV, a editora, a escola, o hospital, a ONG. O Corpo são pessoas que entenderam que a verdade de Deus é aquilo que se manifesta no mundo como subproduto da presença ressurreta de Cristo.
Portanto, poderemos afirmar que não haverá cristianismo na pós-modernidade sem uma parousia do Corpus Christi. Restando uma pergunta: o Homem foi feito a imagem de Deus, ou à imagem de Deus?
De fato falar sobre a parousia do Corpus Christi é bem mais problemático do que falar da ressurreição!
1 – Paul Tillich, A Coagem de Ser, Ed Paz e Terra
2 – Lucas 20: 38
3 – Gênesis 3: 15
4 – Apocalipse 13: 8
5 – Romanos 5: 8
6 – I Coríntios 15 14
7 – II Coríntios 5: 16
8 – Algumas coisas sobre o conceito de Igreja foi desenvolvido no texto: Arqueologia de Palavras
9 – Provérbios 17: 17
10 – Atos 2: 44 e 45
11 – Lupus ex homine é lobisomem em latim
12 – Veja texto Ninrode
13 – Lucien Sfez, autora do livro “A Saúde Perfeita”
14 – Todo este parágrafo foi transcrito ou inspirado em trechos de um debate na USP sobre o Corpo, com a participação de diversos professores.
15 – Do artigo: Derrida por Rorty.
16 – Foucault: “corpo” e modernidade; Prof Paulo Ghiraldelli Jr
17 – João 10: 10
18 - Lucas 22: 19
19 – I Coríntios 10: 16 e 17
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